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Archive for the ‘Texto Livre’ Category

Há 2 anos eu resolvi ir em busca de um sonho. E há 2 anos comecei a perder as pessoas que amo, e infelizmente só percebi isso hoje. Hoje eu percebi os sacrifícios de estar longe de casa em busca de seus sonhos, e que sim, nada é de graça. Há 2 anos tenho perdido meus avós, meus pais, minha garota. Se a vida é feita de momentos, eu não estou tendo momento algum ao lado de quem eu amo e assim vou perdendo a todos. Eu tive a felicidade de ter 3 meses de férias em casa, ao lado de todos eles. Dentro desses meses visitei a minha vó algumas vezes, não muitas já que ela mora em um cidade vizinha a que cresci. Mas de todas, a última visita é a que tem quebrado o meu coração. Nessa última visita eu fiquei sabendo de alguns problemas de saúde de minha vó, e em uma conversa descontraída eu disse que se ela não melhorasse alguns hábitos ela não me veria formado. Pedi que ela mudasse e vivesse por mais 4 anos pra poder ver o neto dela formado, ela riu e disse que sim, espero poder lembrar do seu riso. Que iria estar lá comigo, muito feliz. Fui embora e disse que voltava na semana seguinte para me despedir antes de viajar, e não voltei. Coloquei obstáculos em fazer a viagem. Mas pensei que no meio do ano voltaria a vê-la e poderia recompensar. Pois é, a vida não te permite cometer erros, não te permite fazer promessas e não cumpri-las, e esperar compensar depois. E quantas promessas eu tenho feito e quebrado. Não me despedi de minha vó, quebrei a última promessa que havia feito a ela, e sei que em breve irei perder minhas lembranças com ela, assim como tenho perdido as que tenho de meu avô. Porque essa é a memória que tenho, e as coisas são apagadas como a chama de uma vela jogada em um rio. Hoje eu perdi minha avó, que me mostrou como ser feliz em momentos tão adversos, e que me deu um dos maiores presentes que já recebi, sabendo perdoar os piores erros cometidos, e que ensinou a minha mãe essa atitude, e com quem aprendi esse gesto dos mais difíceis da vida. Hoje minha vó faleceu e eu estou a mais de 1500 km de casa, e não estou ao lado de minha mãe como estive ao lado de meu pai no dia que meu avô faleceu. E hoje me machuca não poder consolar minha mãe, e me machuca não ser consolado. Hoje não perdi apenas a minha vó, hoje perdi muito mais. É o único destino que nos une a tudo o que há no universo, porque ate as estrelas morrem.

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Fim

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Miedo

Tienen miedo del amor y no saber amar
Tienen miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienen miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo del miedo que da

Tienen miedo de subir y miedo de bajar
Tienen miedo de la noche y miedo del azul
Tienen miedo de escupir y miedo de aguantar
Miedo que da miedo del miedo que da

El miedo es una sombra que el temor no esquiva
El miedo es una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dolor

Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá

Tenho medo de acender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar

Tienen miedo de reir y miedo de llorar
Tienen miedo de encontrarse y miedo de no ser
Tienen miedo de decir y miedo de escuchar
Miedo que da miedo del miedo que da

Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave, que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor

El miedo es una raya que separa el mundo
El miedo es una casa donde nadie va
El miedo es como un lazo que se apierta en nudo
El miedo es una fuerza que me impide andar

Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo

Medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veias
Ou em rota de colisão
O medo é do Deus ou do demo
É ordem ou é confusão
O medo é medonho, o medo domina
O medo é a medida da indecisão

Medo de fechar a cara
Medo de encarar
Medo de calar a boca
Medo de escutar
Medo de passar a perna
Medo de cair
Medo de fazer de conta
Medo de dormir
Medo de se arrepender
Medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez

Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo… que dá medo do medo que dá
Medo… que dá medo do medo que dá

Composição: Pedro Guerra/Lenine/Robney Assis

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Miedo

Nunca mais joguei nenhuma música por aqui. A lista anda parada. Eu estou meio parado com a música, estou parado com os livros, estou parado com muitas coisas. Mas estou bem com as mais importantes, estou muito bem. Pra tentar voltar com o som por aqui, minha musa novamente [Julieta Venegas], cantando ao lado de nosso grande Lenine.

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Uma última carta

Meu pequeno anjo,

Estou trise, sabe? Talvez até chorando enquanto escrevo. Você deve estar se perguntando porque eu estou escrevendo, afinal você está tão perto. Você voltou. Eu ainda guardo as cartas que você me escreveu, e quando leio a primeira delas, e vejo você dizendo que está  com saudades e me ama muito, eu choro mais ainda. E que bobo sou eu, escrevendo uma carta sendo que posso apenas falar com você, mas você apenas não me escuta mais, não me olha nos olhos, você entende?
Eu estou te escrevendo pois descobri que você só me ama por cartas, então, aqui está mais uma, a última. Em todas as suas cartas, quando você estava longe, você sempre dizia que me amava e me fez acreditar nesse amor. Mas entenda bem, eu não te amo. Sério, o que sinto não é amor, eu amo meus pais, meus irmãos, amigos, mas não você, e sei que você jamais entenderia, afinal o que sinto é maior que isso, bem maior que amor. Um sentimento que não tem começo e nem fim, não tem explicação, é puro, apenas existe. E sei também que você não sente o mesmo, não chega nem perto, nem sei se o que você sente por mim é amor. Desde que você chegou nunca me disse “eu te amo”, quando me viu depois de tantos meses longe, não ficou alegre, não esboçou felicidade, apenas apareceu normal, como se nunca tivesse ido embora, como  se eu nunca tivesse derramado uma única lágrima de saudade. Me machuca até hoje, e acho que vai machucar sempre.
Eu estou realmente triste, essa é minha última carta por um bom motivo, depois que descobri que você só é capaz de me amar pela distância resolvi viajar, fazer uma viagem longa, o mais distante que um homem pode ir, é certo que eu não volte. Eu espero que quando te entregar a carta pessoalmente, ao menos dessa vez você me olhe nos olhos, eu ainda quero acreditar que você me ama, eu quero.
Adeus. Só posso dizer que te amo, afinal não criaram verbo ou qualquer palavra para o que sinto.

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Night and Day

– Eu poderia ficar aqui para sempre.
– Aqui? Onde?
– Aqui abraçado com você. Não consigo ser tão feliz em nenhum outro lugar.
– Você iria cansar logo.
– Jamais.
– Sério que você me ama tanto assim?
– Você dúvida? Se você dúvida, é porque não estou te amando o suficiente.
– Não! Eu não duvido, mas é díficil. Isso é demais para mim. Eu apenas tenho medo.
– Medo de mim? Ou medo de quê?
– Medo de você… me abandonar. Tenho muito medo.
– Eu deveria rir agora. Eu nunca vou te deixar. Estarei sempre aqui, do seu lado. Não se preocupe com isso, eu te amo demais, eu não consegueria te deixar, nunca.
– Promete?
– Não preciso.
– Então promete.
– Prometo. Estarei sempre aqui. Para amar e honrar, defender e proteger, desde o sol até a lua, de amanhã até amanhã.
– Não sãos suas palavras.
– Claro que são.
– Mentiroso, são do filme.
– Fiz delas minhas. Ei, acho que estou cansando.
– De mim?
– Não. De ficar aqui em pé. Vamos nos deitar um pouco.
– Te amo de agora até sempre.
– Eu sei. Nunca duvidei.
– Nem eu

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Silent

Quando estamos quietos, nos damos conta de que alguém (ou alguma coisa) está procurando nos ensinar. Sempre que conseguimos parar nosso diálogo interior, algo de extraordinário termina acontecendo em nossas vidas. Descobrimos coisas que jamais pensamos conscientemente, mas que estão ali, prontas para nos ajudar. Entretanto, o difícil mesmo é conseguir atingir este silêncio – nossa cabeça vive ocupada com músicas, listas, coisas para fazer, preocupações, notícias de jornais, cálculos matemáticos sobre nossas possibilidades financeiras. Se conseguirmos deter este fluxo inútil de reflexões que não nos conduzem a lugar nenhum, tudo passa a ser possível.

Li no blog do Paulo Coelho. Estou com a cabeça cheia dessas inutilidades, por isso sumi um pouco.

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